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Mercado Ferreira Borges

A poucos metros da ribeira do Porto, no lado norte do Jardim do Infante

A poucos metros da ribeira do Porto, no lado norte do Jardim do Infante, onde a  estátua do navegador Infante D.Henrique aponta o caminho para os descobrimentos portugueses, encontra-se o Mercado Ferreira Borges, em ângulo recto com o Palácio da Bolsa. Construído em  1885, o edifício enquadra-se no estilo arquitectónico do ferro e do vidro e contou com a assinatura do arquitecto João Carlos Machado. 

O objectivo de substituir as precárias instalações  do velho Mercado da Ribeira, nunca veio a servir o seu propósito já que os negociantes se mostraram renitentes em abandonar o mercado original. Desde então, o edifício foi utilizado e adaptado para os mais diversos fins, encontrando a sua função primordial entre 1939 e 1978 como mercado abastecedor de frutas. Enquanto se equacionava a possibilidade de adequar esta estrutura a Museu Municipal ou Museu Colonial, este último proposto pela Associação Comercial do Porto, o edifício ficou sujeito a relativo abandono. Em 1983 foi finalmente restaurado passando a ser utilizado como espaço de animação cultural, da responsabilidade da edilidade portuense. 

Construído com estruturas e superfícies férreas, a sua a planta é longitudinal e é marcada por três naves de dimensão diferenciada e colunas com capitéis coríntios. Possui diversas áreas cobertas com vidraças apoiadas na estrutura metálica. As fachadas laterais denunciam uma dinâmica proporcionada pelo desenho da própria estrutura, cujos vãos são aprimorados com arco abatido completado com lâminas de vidro tipo "veneziano", onde figuram as formas vegetais conjugadas a elementos animalistas. O edifício apresenta entradas e escadaria de acesso ao primeiro piso.

O seu nome deve-se à homenagem a José Ferreira Borges, um jurisconsulto, político e economista portuense, fundador da Associação Comercial do Porto e autor do "Código Comercial Português" (promulgado em 1833).

Esta preciosa estrutura com adequação técnica e plástica das potencialidades da construção metálica oitocentista, sobressai pela elegância das formas mas também pela cor bordeaux contrastando com outros edifícios de menor valor patrimonial e arquitectónico.

 

 

 

 

 

 

 


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