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Ucanha: A ponte, a torre e o moinho de rodízio junto ao rio Varosa

freguesia portuguesa do concelho de Tarouca

Ucanha é uma freguesia portuguesa do concelho de Tarouca e é uma aldeia vinhateira do Douro. Foi vila e sede de concelho até 1836, quando foi suprimido e anexado ao concelho de Mondim da Beira. 

O erudito José Leite de Vasconcelos, nascido em Ucanha, refere essencialmente três razões para a construção da ponte e da torre de Ucanha, sobre o rio Varosa, perto de Tarouca e a poucos quilómetros de Lamego: a de defesa, à entrada do couto monástico de Salzedas; a de ostentação senhorial, bem patente na alta torre; e a da cobrança fiscal, pelo valor económico que tal representaria para o mosteiro cisterciense erguido nas proximidades.

O registo mais antigo que se conhece referente ao moinho de água de roda horizontal, encontra-se num epigrama de Antipratos de Salónica, o qual se presume date de 85 a.C.. Existem no entanto, outros registos, nomeadamente arqueológicos, que apontam para a existência deste sistema na Dinamarca no século I a.C., e mencionado num poema na China do ano 31 da nossa era. Já relativamente ao moinho de água de roda vertical, é pela primeira vez mencionado por Vitrúvio numa obra datada de 25 a.C.. 


A roda horizontal à qual se chama rodízio, é composta por um conjunto de palas dispostas radialmente, que recebem a impulsão do jacto de água. A difusão deste tipo de engenhos hidráulicos foi muito rápida por toda a Europa, devido à abundância e características dos cursos de água existentes. Os senhores feudais da época medieval eram privilegiados por possuírem estes engenhos, pois cobravam pesados impostos a quem os utilizasse. O aumento da cultura dos cereais por parte de pequenas comunidades rurais, levou à crescente expansão principalmente dos moinhos de roda horizontal ou rodízio.


A introdução dos moinhos de água em Portugal deve-se presumivelmente aos Romanos, sendo o moinho de rodízio aquele que mais se difundiu, principalmente no norte do país. A sua utilização subsistiu até aos nossos dias e segundo o autor Jorge Dias, existiriam no ano de 1968, cerca de 10.000 moinhos ainda em actividade, dos quais aproximadamente 7.000 seriam de água e destes 5.000 seriam de rodízio.



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